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Sábado Correria

Texto por Dríade Aguiar | Volume
Fotos por Gabriel Dezan e Rafael Rolim | Jovens Arteiros, Massa Coletiva

Ilha de Edição

Ilha de Edição

Dia super corrido. Na tarde desse sábado os participantes da SEDA continuaram a editar seus projetos, na pressão de apresentá-los amanhã, às 20:00, aqui no MISC. Quando eu comecei a escrever esse texto, lá pras cinco da tarde Otávio Pacheco e Daniel Lisboa, que ministraram oficinas a semana inteira estavam editando o clipe “Dias”, da banda Snorks e o Documentário Centro Histórico, respectivamente. Enquanto isso Thiago Dezan e João Pede Feijão estavam na Beta, empresa onde alugaram a maioria dos equipamentos usados nessa semana, editando o Documentário Caximir Buquê por lá.

Mais tarde o Snorks subiu no palco pra ensaiar (no corre, não sobrou tempo pra ensaiar a semana toda), e todos por aqui acompanharam os acordes já conhecidos (e decorados) da música Dias, entre as outras. Chega então o Los Porongas, pra passar o som. Depois disso a produção só ficou mais acelerada.

Daniel Lisboa e Ahmad Jarrah

Oficina de VJ: Daniel Lisboa e Ahmad Jarrah

Algum tempo depois o pessoal do teatro já estava finalizando a sala de projeções para sua apresentação. Enquanto isso, o equipamento chegava e Daniel já iniciava sua oficina de VJ muito à vontade, no térreo do MISC, projetando num telão na frente do palco. Por ali estavam, além do oficineiro, Rafael Rolim e Otávio Pacheco, fora os alunos. Nessa oficina Daniel explicou qual é função de um Vídeo Jokey, a diferença entre ele e um DJ e mais algumas noções básicas do programa que ele usado nessa produção.

Depois disso já começava a montagem da rádio, para a transmissão ao vivo pela Web Rádio Fora do Eixo e lá pras onze da noite Snorks subiu ao palco para tocar o aclamado hardcore cuiabano, inclusive até pararam alguns minutos na música Dias, para gravar a última cena do clipe da banda.

Otávio Pacheco na gravação do clipe do Snorks

Otávio Pacheco na gravação do clipe do Snorks

Logo após essa parada, os shows fluíram com mais rapidez. A próxima banda à subir no palco montado era o The Melt, que conseguiu fazer o público por ali vibrar com o som mais pesado que a banda anterior, mesmo com algumas falhas na execução de uma música. Mas The Melt é The Melt e após uma apresentação alucinante (e cansativa, os caras saíram suados do palco) o público ainda dava gritos ao redor do museu.

O rapper Linha Dura trouxe um clima mais leve, mas continuou com a marcação bem feita, com todo mundo cantando suas músicas cheias de balanço digno do rap com pitadas de cultura popular que ele faz. Durante o show também não faltou a improvisação que tem em todas suas apresentações, contando com o MC Medrado.

Por último, o mais esperado, Los Porangas, direto do Acre. Do andar de cima do MISC, dava pra ver, ao pé de Diogo, o vocalista, um set list com dez musicas, entre elas Lego de Palavras, Enquanto Uns Dormem e Espelho de Narciso, mas quem tava lá ouviu bem mais que as dez músicas programadas. De longe, as pessoas na beira do palco, até pareciam estar num show de metal: todo mundo ali, concentrado, balançando a cabeça no ritmo, beirando a adoração. Lá pro meio, rolou um cover do Beatles, da música “Come Together”, mas não era por que era cover que a qualidade dos caras ia cair: tava tudo casado: guitarra no lugar, baixo no lugar, o vocal colocadinho e até a bateria que geralmente sobressai, saiu bem colocada, o que só deu mais motivo pro público vibrar com uma das melhores bandas independentes do Brasil. Ainda rolou uma participação do Linha Dura no show e depois disso, só estando lá pra sentir o que foi…

Diogo, vocalista do Los Porongas

Diogo, vocalista do Los Porongas

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SEDA se intensifica no seu segundo dia

Por Dríade Aguiar | Volume Comuncição

Mostra de Videos

Mostra de Vídeos

O segundo dia das oficinas da SEDA começaram com mostras de vídeos do início do cinema que Otávio Pacheco direcionava, comentando também quais eram seus favoritos entre o expressionismo e o surrealismo alemão.

Mais tarde, passamos (na terceira pessoa do plural mesmo, todo mundo da comunicação está fazendo as oficinas) pra parte técnica das filmagens. Pacheco (e toda a sua paciência) explicou como funcionavam os planos e como eles eram chamados. Mais tarde, faríamos o primeiro exercício, pra aprender como poderíamos aplicar esse conhecimento recém adquirido. De quebra, ainda uma aulinha rápida de edição no Adobe Premier.

Depois da pausa pro almoço, Pacheco e Daniel Lisboa, juntamente com os alunos da oficina começarmos à discutir o roteiro dos três projetos escolhidos para essa edição da SEDA. O primeiro avaliado foi o clipe do Snorks e após a apresentação do roteiro escolhido, foram debatidos alguns pontos do mesmo. O segundo roteiro foi o Caximir, que já estava bem caminhado e após um bate papo rápido sobre a logística do projeto e as entrevistas que serão feitas, passamos para o projeto dos “nóias”, que foi redirecionado e acabou virando um curta sobre o Centro Histórico e suas personalidades.

Discussão de Roteiro

Discussão de Roteiro

Depois disso, foi a hora dos grupos preparem seus roteiros decupados, pensando nos planos à serem aplicados, locação, atores, ou seja, a logística e a produção dos curtas. E já no embalo o grupo do Centro Histórico já foi pras ruas, recolher entrevistas e imagens da movimentação.

De tardizinha iniciou-se o debate. O tema escolhido para a estréia foi “Como se faz uma economia solidária?”. Na mesa estavam os experientes Nicolau Priante, coordenador estadual da Brasil Local e Pablo Capilé, coordenador político do Espaço Cubo. Durante o debate os dois explicaram como, na prática, eles aplicam a economia solidária e com isso criam uma sociedade que foge dos padrões, lidando não com dinheiro, mas com pessoas. Uma das diferenças mais claras entre os dois mediadores é que o primeiro lida com cooperativas e produtos, enquanto o segundo trata de serviços e coletivos. Esse debate ainda contou com a presença de outros produtores culturais como Talles Lopes, do GOMA (GO) e Flaviany Tiemi do Movimento Panamby.

Debate sobre Economia Solidária

Debate sobre Economia Solidária

Amanhã já começam as gravações, então fica ligado aqui pra saber da novas. Enquanto isso, vai vendo as fotos de hoje aqui.

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E começa a SEDA!

Por Lígia Torres | Volume Comunicação

Oficina de Roteiro

Começou hoje pela manhã a oficina de produção de audiovisual do SEDA. Pela manhã os oficineiros, Daniel Lisboa e Otávio Pacheco passaram os conceitos básicos para produção de um roteiro, sempre utilizando exemplos. Pela tarde, os oficinantes começaram a propor as idéias brutas para produção de vídeos e essas idéias começaram a ser moldadas juntamente com os oficineiros.

No final do dia três projetos tinham sido eleitos para serem produzidos durante essa semana. O primeiro é o documentário sobre o Caximir Buquê, documentário esse que inclusive já está em fase de execução, o segundo é o clipe do Snorks que foi formado em sua maioria pela comunicação da Volume e o terceiro é um documentário sobre os jovens que vivem perambulando ali pelo centro histórico, proximo do MISC.

Como os debates só inciam amanhã, os alunos da oficina tiveram um tempo maior para produção dos roteiros, e boa parte do que será produzido essa semana já está no papel.

Para ver as fotos da SEDA, clique aqui.

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